domingo, 3 de abril de 2016

12 perguntas alternativas para fazer a qualquer pessoa

Cansado das mesmas perguntas quando estou conhecendo alguém, eu resolvi bolar um questionário diferente para desenvolver a minha impressão das pessoas. Vou aproveitar e perguntar também a quem eu já conheço.

1 - se você fosse outra pessoa, como você se apresentaria a si mesmo?
2 - que homem negro você acha atraente?
3 - que frase você gosta de ouvir as pessoas falando?
4 - com que animal você acha que teria uma boa conversa?
5 - que plano você abandonou para fazer algo completamente diferente?
6 - o que você faz quando não consegue dormir?
7 - qual dos seus sentidos você acha mais importante?
8 - qual é o lugar onde você se sente mais a vontade?
9 - que parte do seu corpo você mais acaricia?
10 - em que filme você se sente  a maior parte do tempo?
11 - qual você acha que será seu último pensamento?
12 - se você pudesse comprar uma única coisa a vida inteira, o que seria?

Eu quero dizer, perguntas sobre idade, profissão, estudos e signo não me deixam tão interessado em alguém. Não me dizem nada sobre a individualidade das pessoas. Já me decepcionei com a personalidade de pessoas que amam pizza e gostam das mesmas músicas que eu. Opiniões políticas? ZzZzZzZz... Causas que apoia? ZzZzZZzZzZz... Preciso sair da mesmice.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Aqui e agora: apenas um ponto de vista

There lies one insular entity in my soul,
 forcing me to break free from fetters to fetters.
 Tell me, Little One, am I a fool for still believing in utopia?

-Ichabod-*

*


Todas as tardes tem o mesmo cheiro. Eu só não fui capaz de perceber isso porque o meu cérebro estava ocupado demais tentando interpretar os sinais que os olhos enviavam para ele. Mas naquele momento letárgico entre estar dormindo e acordado, quando o peso do seu corpo se esvai completamente e você começa a atravessar aquela barreira mágica entre este mundo e o mundo dos sonhos, é possível embarcar numa viagem sensorial “às cegas”. 

É aí que as cores das coisas se tornam mais belas, sua pele fica sensível a ponto de ser finalmente capaz de sentir a temperatura real do ambiente, sua audição consegue determinar o espaço e até mesmo os irritantes gritos das crianças brincando nas ruas ficam, de alguma forma, harmônicos. Todo o resto, as estúpidas urgências que a responsabilidade exige, os angustiantes e inalcançáveis prazeres imediatos, as vertiginosas voltas do relógio que sempre te ultrapassam, enfim, toda aquela tsunami de expectativas maduras, some.

– “Em que mundo você prefere viver?” – citou o homem de cartola colorida que morava naquela casa feita de doces, onde acabei indo parar. – Ora – ele deu um tapa displicente no ar e contraiu os lábios, girando os olhos para cima com desdém –, que pergunta idiota! É óbvio que este aqui é muito melhor, meu querido! Você prefere este, mas está preso ao outro. Separados por coisas bobas como letrinhas nas palavras real e ideal.

– Você não passa de um vaidoso. Olha tudo o que aconteceu por sua causa! – berrou o peixe de jujuba no aquário de calda de framboesa. – Tudo o que existe aqui é você, até mesmo eu!

Hu-hum! – pigarreou o homem de cartola colorida. – O que ele quer dizer é que você não vai perceber a existência de nada, a não ser que seus sentidos mandem as coisas para que seu cérebro interprete. Você vê este peixe e automaticamente ele se torna simplesmente uma imagem aceitável para o seu cérebro.

– Querido, estamos falando de um peixe de jujuba num aquário de calda de framboesa – repliquei. – Como isso pode ser aceitável?

O homem de chapéu arregalou os olhos para mim, tomado por uma inesperada perplexidade. Em seguida enfiou as pontas dos dedos de luvas no aquário e, num movimento furtivo, comeu o peixe.

– Por isso que ele não era um peixe! Era uma bela e robusta jujuba.

– E eu nem gosto de framboesa – deixei escapar.

– Parece que você está finalmente reparando no óbvio. Porque o que há nesse aquário é leite.

– E isso nunca foi um aquário, para ser honesto – acrescentei, achando divertido. – Trata-se de um simples copo.

– A mensagem que eu enviei deve ter chegado à sua cabeça – sorriu-me o homem. – A percepção é convencional. As leituras de todos esses agrupamentos de átomos é exclusivamente sua. O fato de você ser um humano e perceber o mundo em três dimensões, com estas cores, cheiros, temperaturas, texturas e sabores não garante que ele seja assim, de fato. Tempo e espaço se retorcem acima e abaixo de nós e nós nem podemos dizer onde diabos é em cima e embaixo.

~.~

*Imagem e citação: Dopaprime

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Please don't go, I'll eat you whole




Primeira ilustração da minha série para as músicas de Alt-J, começando com Breezeblocks, do álbum An Awesome Wave.
A canção fala sobre relacionamentos abusivos, nos quais uma pessoa gosta tanto da outra que chega a machucar a ela e a si própria para mantê-la por perto. Quem viu o videoclipe da cantora Pink para "Please don't leave me" deve entender.
Minhas influências para essa ilustração foram alguns trabalhos de Andy Houghton, que eu amo, a própria letra de Breezeblocks e fotos de ataques de leões a herbívoros na África.

Deviations

Estou de volta também ao DeviantART (clica!), onde vocês podem ver a minha galeria maravilhosa hahahaha! #vemk


O retorno da garrafa jogada ao mar

Há um tempo eu havia deixado de escrever aqui. Eis a desculpa: fiquei sem tempo. Eis a verdade: havia perdido o interesse. Mas hoje me deu saudade de postar coisinhas, sabe? Eu tenho tido conversas maravilhosas com alguns amigos e os resultados dessas conversas são pensamentos maravilhosos, conclusões sobre o mundo realmente iluminadas, que vale a pena registrar e compartilhar. Não sou de postar meus textos no Facebook, apesar de o alcance ser claramente maior que o do Blogger, porque acho que aquela rede social, como chamam, não tem espaço para tudo. Sendo assim, volto ao Minhas Drogas com muitas ideias para textos que eu vou tentar postar o mais frequentemente possível. Meus textos são como uma carta que eu coloco numa garrafa e jogo ao mar, na esperança de que alguém encontre e que eles façam uma diferença positiva na vida dessas pessoas.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

10


A juventude era como o sol entrando pelas frestas no telhado e clareando o banheiro cujos azulejos brancos e frios refletiam a luz. Ali eu permanecia sem roupa, sentindo a água restante do banho escorrer pelo meu corpo refrescado e cheirando a sabonete. Lá fora se brincava, fazia-se todo tipo de coisa. Dava para ouvir o vento balançando as folhas de uma palmeira no quintal da vizinha, o som das crianças brincando, alguém batendo numa lata enferrujada acompanhando uma música baixinha de rádio a pilha e um cheiro de castanha sendo assada vinha de toda parte. Na atmosfera fria e escura do banheiro, eu ainda sentia a umidade no ar, a espuma do xampu brilhava no chão como um pedaço de nuvem. A água do piso começava a enrugar meus pés. Estava tudo tão calmo. Meu coração estava ansioso por alguma coisa, alguma coisa intensa. Ao menos essa era a impressão que eu tinha naquele momento. Enquanto meu cabelo pingava na testa, uma gota caía dos cílios e deslizava para a linha lateral do nariz, fazendo uma coceirinha surgir e eu, portanto, esfreguei a área com força porque a pele molhada tinha menos atrito. Então eu não conseguia entender o quão desesperadamente aquele instante se gravava em mim, como a índia saindo de uma floresta tropical numa noite de luar que estava estampada na toalha macia, sequinha e cheirando a amaciante pendurada do lado de fora do box. Quando nós deixamos de usar aquela toalha? Quando eu mudei o horário dos meus banhos e não pude mais sentir o calor e luz do dia tentarem se infiltrar pelas frestas no teto do banheiro? De alguma forma o meu corpo esquentou tanto ao longo dos anos que eu não consigo mais me refrescar. Já me ocorreu até de eu ter passado a gostar do calor. Havia uma barata que se escondia no ralo e uma aranha e sua família de aranhinhas num canto acima. Eu não tinha medo delas. Não me importava em dividir minha casa. Aonde terão ido? Ando sentindo tanto cansaço que mal reparo nas pequenas criaturas que sempre dividiram a casa com a gente. Já acordei até com uma borboleta na cama. Lembro de suas asas amassadas como dinheiro esquecido num bolso na manhã seguinte. Meu ritual para me enxugar como os personagens de desenho animado se repetia enquanto eu me olhava no espelho. Aquele corpinho em desenvolvimento tinha uma curtíssima lista de lugares visitados. À medida que a toalha passava absorvendo a água da pele, calafrios surgiam e se dissipavam por todo o corpo. "Brrruuuuu!!!" Que frio! Que frio gostoso! Daqui a pouco ia vestir uma roupinha com cheirinho de mamãe e assistir televisão comendo banana com leite e Nescau. Depois do filme tinha um jornal, e depois a novela. Mas eu não gostava da novela. Ia brincar. Sempre esquecia de desligar a luz do banheiro porque não tinha problema. Na verdade não tinha problema nenhum.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Billy no ônibus






Pá! Você pisca os olhos e dá de cara com uma página cheia de letras que, sem que se perceba, deverão sumir e se transformar em imagens, isto é, se o texto for bem escrito. Fico na torcida para que dê certo.

Vamos lá, respire fundo.

Neste momento há um rapaz num ônibus, cheio, mas não lotado. Ele está de pé, olhando pela janela com os fones do celular nos ouvidos e o volume está no máximo. Ele olha pela janela, mas para nada em particular. Suas retinas captam o que passa, mas sem registrar nada. O trajeto é percorrido lentamente, de modo que ele poderia aprender o caminho mesmo que esta fosse sua primeira viagem – não é novidade a lentidão dos ônibus, ainda mais, como é o caso, na hora do rush –, mas o rapaz em questão só está ali fisicamente. O cérebro humano tem a fantástica propriedade de, com o passar do tempo e a repetição de certas atividades, não registrar mais as experiências que são muito parecidas para poupar espaço na memória que, em tese, estaria reservado para lembranças relevantes[1]. Isso confunde pra caramba a nossa noção de tempo, mas, felizmente, para o rapaz de quem falamos aqui, esse streaming mental abre espaço para uma coisa maravilhosa chamada abstração. A negligência das responsabilidades, o tempo perdido (roubado?) pelo deslocamento em transporte ineficiente e a música são favoráveis à abstração e fazem da mente o ambiente perfeito para a imaginação – e Billy, como vamos chamá-lo, adora divagar até se perder em pensamentos, deixando as ideias voar livremente para onde quiserem. Assim, sendo suas viagens de ônibus frequentes e penosas, ele desenvolveu (chame de mecanismo de defesa ou escapismo, vai dar no mesmo) a habilidade de baixar as cercas da mente que o prendem à realidade e, para o bem do que fosse, transformou esses momentos em lazer.

Billy gosta muito de ler também. Inclusive, está com um livro na mochila agora mesmo – como sempre estivera. Mas só lê sob determinadas condições: quando está sentado e há o mínimo de silêncio para que aquela voz na cabeça se faça ouvir, permitindo assim que as palavras se projetem lá dentro com força suficiente para se transformar em imagens, sons e cheiros. Por falar nisso, os sons e cheiros dos ônibus são bem peculiares[2], não é? Billy sabe, mesmo sem nunca ter pensado a respeito, que a leitura o levaria (e como levaria!) muito mais longe do que qualquer ônibus. Por isso lê tanto. Mas tanto quanto mergulhar em histórias prontas, ele se delicia ao desenvolver as suas próprias – e aqui voltamos à abstração. Vejam, estamos falando de uma pessoa que adora os próprios pensamentos, muito mais que falar ou até mesmo escrever[3]. Esse rapaz também vive a realidade, ainda que em segundo plano, mas o que lhe dá prazer mesmo é viajar (mentalmente) e sonhar – outra grande paixão sua!

Muitas narrativas florescem na cabeça de Billy. E mesmo que ele não as considere dignas de vir a público, nos valeremos aqui de recursos especiais (e mágicos) da literatura para acessá-las com considerável liberdade. O processo imaginativo de Billy – e pode ser que o seu também – se dá através de uma rápida e fluida rede de associações que, justamente por não encontrar barreiras, tendem a fluir nas mais variadas direções e expandir-se até que tomem outro rumo – muitas vezes bruscamente, como uma vertiginosa curva de montanha russa.

Tsssssss! Prá! As portas de entrada e saída são abertas e essa grande máquina-monstro que é o ônibus começa a engolir e dejetar gente indigesta que se acotovela no corredor, deslizando sem lubrificação de um orifício a outro. Não é atoa, pensa Billy, que o ônibus se queixa e sacoleja tanto. Por que as pessoas não podem simplesmente entrar e se acomodar pacificamente, sem causar tanto estardalhaço?[...]
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[1] Muito embora os critérios do cérebro para determinar a relevância das memórias pareçam, muitas vezes, completamente aleatórios.

[2] Motor, vozes na forma de todo tipo de bobagem – geralmente femininas – e combustível queimado. Vez por outra há também algum passageiro com um aroma distinto (no bom ou mau sentido) ou com uma propensão a chamar mais atenção do que normalmente se deseja por alguma causa “maior” ou coisa que o valha.

[3] O que nos leva a pensar que sua personalidade é revestida de certo egoísmo, uma vez que ele dispunha de algo que considerava bom, que era abundante, mas relutava em compartilhar.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Epifania de um menino

Abro a torneira da pia do quintal e fico olhando a água encher a bacia. São dez da manhã de um dia de verão e eu estou de férias. Acordei às oito e tomei café assistindo desenho, mas como já acabou, decidi vir brincar. A bacia é meio grande, verde e a água reflete uns cacos de luz do sol ao ondular enquanto eu, com certo esforço e medo de derramar tudo, tiro-a dali para o chão.
Nela coloco meus brinquedos: uns cinco dinossauros, um homem-aranha, dois carrinhos e uns dez soldadinhos verdes.
Fico intrigado com o fato de alguns boiarem e outros não. Os que boiam eu empurro para baixo e eles emergem novamente, oscilando na superfície. Sorrio. Brinco um pouco com eles ali, simulo lutas e faço todas as vozes e efeitos sonoros do filme que se desenvolve na minha cabeça. É mágico: nesse momento tudo na vida é só isso.

Boysinha no busú

Estou num demorado ônibus a caminho do trabalho, no maior desconforto e sacolejo pela via mais distante rumo ao meu destino. Porém essa não é a pior parte da viagem. A coisa que torna mais difícil a minha permanência nesse coletivo é a presença de uma criatura do sexo feminino que insiste em falar extremamente alto. Ela tem uma aparência que muito me desagrada e está estigmatizada pelos ideais locais de como uma "boysinha que bota moral" é. Tudo nela vai contra o que eu acredito, eu abomino todas as suas características. Ela pode até ser uma boa pessoa, não é de caráter que falo aqui. É do seu comportamento reprovável, sua linguagem corporal ofensiva, seu discurso carregado de humor infeliz e sua postura sem um pingo de nobreza. Isso gera em mim uma forte aversão, praticamente instantânea. O conflito que resulta da minha negação é o que me angustia. Ela não me faz nada de mal diretamente. Eu que o faço, ao estipular ideais de comportamento para as pessoas. Mas mesmo isso não é gratuito. Eu poderia não desgostar da jovem, poderia até mesmo acha-la o máximo e que ela vale tanto quanto pensa. Poderia se não conhecesse nada além disso. O problema é que eu já estive exposto a garotas que eu realmente achei bonitas e bem comportadas. Garotas cujas palavras e senso de humor perfumam o ar. Cujas roupas são um deleite para os olhos. A verdade, se o leitor ou a leitora me permite, é que eu estou decepcionado e triste por esta garota da periferia ferir os meus ideais. Meu desprezo vem do incômodo que é transitar entre as distintas atmosferas em que habito: conforto e miséria, cultura e ignorância, cool e trash. Vem da dificuldade em lidar com as diferenças, com o que não está ali para me agradar, com aquilo cuja existência independe da minha e, o mais doloroso: com aquilo que eu não posso controlar. Essa sensação de falta de controle, de estar diante de algo selvagem, amedronta-me, ameaça-me a integridade. Meu mecanismo de defesa não poderia ser mais estúpido: eu tento inferioriorizá-la socialmente dentro da minha cabeça para que possa me sentir soberano. Ela vai descer do ônibus a qualquer momento e seguir sua vida à sua maneira, fazer tudo o que eu jamais faria, inclusive, quem sabe, ser feliz sem se importar com qualquer merda que possam pensar de ela.

Meu problema em falar sobre política

Não é de hoje que eu fujo de conversas sobre política como o diabo foge da cruz. Esse assunto figura entre os meus "proibidões", meus "tabus voluntários", como futebol, religião, sociedade e trânsito. Não é por não gostar ou não falar que eu não pense sobre eles, muito pelo contrário. Eu penso neles e muito! Mas conversar... Detesto esses assuntos porque trata-se de momentos em que, ao invés de se falar pensando coletivamente, as pessoas assumem uma postura individualista, querendo impor suas opiniões como uma verdade absoluta.

É especialmente na política que essa característica do discurso se mostra mais presente para mim - e não poderia ser diferente! Ora, os políticos querem defender seus ideais, os eleitores querem um representante com quem eles se identifiquem, então uma coisa puxa a outra. Mas o problema é que, como já falei, eu não vejo, da parte de ninguém, um pensamento coletivo.

Eu não entendo de política. Não faço a menor questão de entender. Isso porque a coisa é tão complexa que chega a sobreviver de si mesma e eu, um simples cidadão e eleitor forçado, vejo-me exposto a conversas completamente desinteressantes, com discursos que vem sendo repetidos, reproduzidos sabe-se lá desde quando, como se ouvisse uma conversa por telefone entre desconhecidos.

Nessa época, o meu maior desejo é sumir desse país. Esse povo briga, então vota, faz festa e chora quando elege, depois passa o mandato inteiro reclamando, xingando e, nas eleições seguintes, faz tudo novamente! Eu não aguento mais essa babaquice!

Por mais que tente me isentar, em todos os lugares que frequento (exceto na sagrada casa de minha mãezinha querida) esse assunto impera e me ataca. Eu não me importo com quem ganha ou deixa de ganhar! Se eu não levantar minha bundinha da cadeira e não for trabalhar e estudar, minha vida não melhora nem 0,0000000000001%, e não é por causa do governo que vai melhorar!

Todos os candidatos à presidência são horríveis! São loucos! Diante de péssimas opções, o que eu posso fazer? Votar, como todos dizem, no "menos pior". Por isso, não vejo a hora de essa palhaçada que chamam esquizofrenicamente de festa da democracia acabar!

Deixo aqui registrados os meus sentimentos. Que droga. Por favor, me desculpem.