quinta-feira, 1 de maio de 2014

10 coisas para fazer antes de concluir o ensino médio [tradução]

Eu, mesmo já tendo terminado o ensino médio, achei fantástico o que é abordado nesse texto. Fiquei maravilhado com como a efervescência da adolescência é expressada e com a intensidade das coisas. Pessoalmente, me identifico muito com o que está escrito aqui, portanto, resolvi compartilhar com todos no Minhas Drogas.




Vá a uma festa e fique sóbrio. Ouça o modo como falam seus colegas de classe embriagados quando eles não têm planos de se lembrar de como foi a noite quando acordarem. Nunca fale sobre essas experiências, guarde-as apenas para você. Comece a dirigir pela rodovia em uma direção um dia, fingindo que você está fugindo. Ouça música pop ruim no máximo e cante junto. Pare nos subúrbios quando sua mãe te chamar de volta, mas compre um cupcake pro seu irmãozinho antes de dar meia-volta. Beije seu melhor amigo(a). Não importa o gênero ou a sexualidade de vocês. Não importa se for um selinho ou de língua. Vocês rirão disso mais tarde, mas a lembrança sempre fará com que você sorria. Fume um cigarro. Deixe que queime sua garganta. Deixe sair aquela tosse bem barulhenta. Apoie alguma coisa em que você acredita. Quando metade da escola rir de você, mantenha a cabeça erguida. Alguém concorda com você, mesmo que essa pessoa esteja assustada demais pra confessar. Faça inimigos. Cometa o tipo de erro que causa uma implosão na sua vida. Perca tudo e todos para esses erros. Somente quando você cair é que você vai ser capaz de se colocar de pé novamente. Sente-se no telhado de alguém e converse por horas. Esqueça sobre o jantar e conte as histórias da sua origem. Baixe sua guarda enquanto os cães latem lá embaixo. Converse sobre Deus. Ouça. Roube uísque do armário dos seus pais e esconda numa garrafa debaixo da pia do seu banheiro. Coloque uma dose no seu chá quando você achar que chegou ao fundo do poço. Jogue tudo pelo ralo quando ficar forte demais pra você. Torne-se um estereótipo. Compre um gravador e coturnos. Se vista todo de preto. Pinte o cabelo de azul claro e coloque três piercings na orelha. Não ligue quando as pessoas rirem de você. Faça pedidos às 11:11. Use seu pijama com a frente para trás na esperança de um dia de neve. Procure por respostas no fundo de uma garrafa. Finja que escrever coisas nos seus braços te torna especial. Acredite em alguma coisa. Acredite em tudo. Abra todos os livros e olhe em volta em cada esquina. Você não terá essa aparência, esses movimentos ou esses pensamentos nunca mais. Aproveite enquanto durar ou odeie cada segundo. Mas sinta. Sinta cada maldita coisa.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Tradução: "Crane your neck" - Lady Lamb the Beekeeper

"Estique o pescoço"



recomendo a versão em estúdio

Eu pressionei minha orelha contra suas costas e nem fazia uma semana que nos conhecíamos
E eu senti seus batimentos cardíacos cair como pingos de chuva num balde
Eu já tive uma ótima espinha dorsal, mas eu a negligenciei um nome
Então toda vez que eu tentava ajeitá-la eu não conseguia sua atenção
E eu posicionei a palma da minha mão sobre sua clavícula
E desejei adormecer no fundo da sua medula

Com a gentileza de um rato encolhido como uma bola
Com a gentileza de um rato até amanhã

Nós arrancamos nossas roupas, inclusive todas as nossas joias
E nós corremos de mãos dadas na época em que você trouxe à tona a fera em mim
As partes que estão dormentes, eu desejo libertá-las
E na claridade dessa noite eu me faço acreditar que eu posso dormir facilmente sozinha
Mas há uma fome sob minha pele e ela está agarrada aos meus ossos
Há uma fome de leão e ela está se alastrando pelos meus ossos
Então eu jogo meus membros pra frente feito uma árvore numa tempestade
E ando até minha cozinha e me prostro na janela

Estou calma como um carneirinho sendo guiado
Estou azul como sangue antes do sangue ficar vermelho


E como isso dói mesmo ao sol
É uma maldita piada como conseguimos nos machucar mesmo ao sol
Pois um coração bate o melhor possível numa cama, ao lado de quem ele ama
Ah, é, um coração bate o melhor possível quando, na cabeça, a morte se torna irrelevante
Porque se você está sonhando com sua morte, então você realmente não está vivendo, meu bem
Você tem que estar esfomeado, tem que estar esfomeado pra isso
E se você chora noite adentro, ao sol é melhor você erguer essa cabeça

Gire seus quadris, estique o pescoço
Dobre seu corpo pra trás

Você tem que estar esfomeado, tem que estar esfomeado pra isso

Tradução livre

domingo, 27 de abril de 2014

Auto-crítica de domingo


O acúmulo de pensamentos não resolvidos da semana que passou me deixou extremamente ansioso. As ações não concluídas e resultados a chegar também. Em meio a esse tipo de turbulência eu fico louco, desesperado. Eu quero fugir, quero uma solução imediata. Eu esqueço o que me falta e não consigo agir. Apesar de empurrar os dias com a barriga, não consigo evitar certo sofrimento. Eu me cobro demais, mas fecho os olhos para meus próprios reclames. Fico pensando em como a vida poderia ser diferente se eu tivesse tomado as decisões certas - se é que eu tomei as erradas. Danço uma valsa perigosa com as sombras de um futuro melhor, mas logo dou de cara na parede. Eu protelo e desperdiço até ficar sem tempo. Eu quero prazer, mas não faço por merecer. Produzo menos do que consumo e isso é um desfalque, um boicote a mim mesmo. Desgostosa com o presente, minha mente se agarra ao passado. A memórias criadas. Passo horas entorpecido me lembrando do que não foi. Ando relapso sobre o que quero, posso e devo fazer. Algumas poucas coisas nas quais invisto certa energia, eu faço muito bem. Mas a carência de novidades é mais um dos buracos. Eu preciso "de um retoque total". Ganhar peso, estudar mais, passar menos tempo na Internet e cumprir meus prazos. Preciso me recompensar menos pelo que eu não faço e me punir menos ainda pelo que eu deixo de fazer. Preciso lembrar, de vez em quando, que eu tenho superpoderes. Mas isso, como todos os outros primeiros passos, devem ficar pra segunda-feira.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

E a vida [acadêmica] continua!



Numa manhã dessas de volta à universidade, início de período, eu me deparo com tudo, menos animação. Isso mesmo: sem os feras, trote, ou os grupinhos perdidos que eles formam, aquele lugar adquiriu um ar de mausoléu. Mas mesmo num cemitério há flores. Há os velhos amigos, entre mortos e feridos (estando eu na segunda categoria), sempre que reacendem-se cigarros e conversas pra lá de frutíferas e filosóficas - um apelido carinhoso para "viajosas", nas quais pontos de vista são expostos em debates calorosos demais e acadêmicos de menos. Uma delícia com café. Somos todos jovens e achamos nossos fardos pesados demais, mas queremos demonstrar que os carregamos muito bem. Há maneiras bem especiais para lidar com eles.

Na sala de aula, respostas que, apesar de bem conhecidas teimam em sair diante da falta de empolgação evidente dos mestres - fator agravado pela consciência de estarmos numa segunda-feira.

domingo, 13 de abril de 2014

Uma coisa que eu escrevi voltando pra casa num domingo de manhã


A volta pra casa de manhã após uma noite longa quando seus limites foram testados é algo que eu conheço muito bem. Entre as várias coisas que eu poderia ter feito, as que atestam meu sucesso são as que eu não fiz. Estou jogando com a diversão sóbria, com a socialização seletiva e a honestidade comigo mesmo. Tolero a realidade, e até perdoo-a por não ser como eu queria, então fica fácil andar pela cidade noite adentro sem medo de fantasma. Despido das cascas de cebola, consigo entreter e seduzir. Assim vou avançando por conversas temperadas com desenvoltura e sem perder o charme. As comparações com meus antigos eus, espectros que povoam os bares onde fui em diferentes momentos da vida, são inevitáveis, porém divertidas. Por vezes escapam pela boca, mas em sua condição, esses assuntos não pertencem ao presente. No balanço do ônibus, continuo minha viagem pelo espaço-tempo enquanto minha casa se aproxima com ofertas irrecusáveis: cama, mesa e banho.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Pra fora da toca do coelho branco


À medida que estico um braço para o futuro, reviro-me dentro de minha casca de diamante e, sem querer, deixo escapar o eco de um sorriso cheio de pesar. Nunca imaginei que teria de lidar com uma ausência mais tangível do que o objeto que ela substitui: um ser que nunca foi. Ainda que a marca na pele – um X em alto relevo, mais rosado e brilhante que o resto – seja agora indolor, não pude evitar uma sensação de culpa por não vê-la mais sangrar. Um tipo internalizado de traição. Fútil e masoquista. Zonzo após o giro entre negações, desejos escancarados e a prática da indiferença, divirto-me com a ilusão de que as voltas estão chegando ao fim. Em meio às ações da auto-manutenção psicológica contínua, não me agarro mais a um nome e vértebras (estes agora desfeitos como a fumaça de um cigarro autografado por dois). Não há mais o que inalar. Trato de soltar. Largar o copo e me livrar do peso. Minha materialização neste plano está cada dia mais irreversível e já não sonho mais com tanta frequência. Motivações derivadas e destinadas ao real distanciam-se do ideal que já não é. Faço-me de brinquedo, deixo-me levar até ser puxado de volta por uma mola à qual meu tronco encontra-se preso. De volta à caixa com motivações circenses; um mundinho à parte que uma em sete vezes me basta, me renova. Não há mais palavras de areia movediça, tampouco.

Imagem: Never Let Go by ReyeD33

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sinestesia Fantástica



Mesmo imerso num mar de incertezas, ao passo que as cinzas são varridas de minhas penas pelo vento, como uma mariposa à noite, vejo-me atraído por uma luz azulada que poderá me eletrocutar. Mas talvez não seja noite. Talvez eu esteja em uma caverna e esse brilho venha de uma fresta no teto pela qual poderei escapar. Devo ficar atento à presença de vento também. Minhas asas cansadas já não têm tanta sensibilidade.

Ah! Que sabor terá o ar quente do dia, depois de uma noite tão longa e gélida? Que promessas estarão codificadas nas nuvens? Eu quero essa chuva sobre mim. Sinto-me preparado para essa sinestesia fantástica! Ver o cenário se distorcendo a minha volta, cobrindo longas distâncias em alta velocidade, de braços abertos, indo e voltando... a sensação de que nada é impossível... o conforto de ver as novas folhas de um verde luminoso lançando sua sombra sobre as que secam ao chão, sendo absorvidas e se transformando em nutrientes...

É verdade que, num piscar de olhos estou de volta à escuridão. Mas esta não é mais completa. E mais: estou no meu caminho para longe dela.

Pra ler ouvindo:

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Uma noite a mais, um mal a menos

Dormir, mais uma vez, enfim. O desejado repouso mais que um alívio para o corpo que pesa irredutível sobre os ossos, é uma trégua de mim mesmo. Ando chato ultimamente, muito preocupado, exagerando em todas as doses, esquecendo-me da sagrada homeopatia. Temendo a sombra lançada pelo tsunami de expectativas sobre o mundo e sobre mim, vou me ajeitando de um lado para outro do colchão, esperando o universo escurecer e silenciar ao meu redor. A inconsciência é doce e breve. Mesmo sabendo que o sol virá para acabar com a minha festa no dia seguinte, não consigo evitar o mergulho – e que mergulho! – no meu mindinho de perfeição onírica. Jack Sawyer queria saber por que a vida tem sempre de exigir tanto e dar tão pouco. Partilho de sua dúvida, mas estou me colocando numa zona de conforto sob meus cobertores. Agora eu quero simplesmente parar de fazer a coisa que eu faço mais do que respirar e dizer até logo aos meus numerosos pensamentos. Porque nada se resolverá nem se complicará enquanto eu estiver na cama.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

AEFIS - A Guerreira de Shenwe


                Liko corria o mais rápido que podia, subindo uma colina atrás de uma fera imensa. Estava cansada por causa das batalhas que travara contra alguns guerreiros anteriormente, além disso, seus poderes mágicos e sua vitalidade estavam baixos, mas se conseguisse completar essa missão com certeza evoluiria para algo muito mais poderoso. Empunhando seu cetro místico equipado com um tipo raro de Kirisaly, encarou o céu da noite e buscou nas estrelas o ânimo que começava a lhe faltar.

                Chegando ao topo da colina, a Guerreira Velkyr (sua categoria) ficou aflita por não ver sinal da fera que perseguia. Olhou para os lados e nada, virou-se de repente e tudo que viu foi a vasta extensão do Vale do Leste e suas centenas de elevações banhadas pelo brilho da lua.

Para onde foi aquele Razal?, pensou.

                Mas um som acima de sua cabeça a fez olhar para cima e, para sua surpresa, Razal, a fera carnívora do Vale do Leste vinha a uma velocidade incrível em sua direção, cortando o ar como uma lança e fazendo um barulho absurdo ao criar um vácuo em seu rastro. Estava a poucos centímetros do impacto quando Liko saltou para o lado e, com um enorme estrondo, a criatura bateu no chão, levantando uma onda de fumaça.

                – Sua sorte não durará pra sempre, Velkyr! – Rugiu a besta com uma voz demoníaca, erguendo-se com dificuldade sobre as patas negras e musculosas. – Você falhará! – Então uma torrente de luz avermelhada jorrou da boca de Razal em direção a Liko e ela, tentando se defender, saltou novamente, com graça e velocidade incríveis, girando no ar.

                Porém o cansaço imprimiu na Velkyr sua marca e em determinado momento suas pernas fraquejaram, permitindo que o raio de Razal a atingisse antes que a fera fechasse a boca novamente. Ela foi jogada colina abaixo, mas levantou rapidamente. Tomou então uma das duas últimas poções que carregava e partiu novamente para cima do inimigo, o cajado místico em punho – a ponta encrustada de Kirisaly brilhando bravamente.

                Liko girou no ar mais uma vez. Pegando Razal quase de surpresa, conseguiu ficar sobre ele e ainda de cabeça pra baixo, ativou seu poder especial. – Gazen ihrut BAHRL! –, recitou. E uma luz azulada exalou da joia em seu cajado, paralisando Razal. Ao pusar ao seu lado, Liko apontou para ele a arma que empinhava, firmou os pés no chão e recitou o segundo encantamento: – Migen ner Razal TRARRAD! –  Nessa hora a luz azulada que paralisava Razal sumiu, mas ele só teve tempo de piscar os olhos porque logo em seguida um estrondoso relâmpago cor de safira saiu da ponta do cajado místico e atingiu-o em cheio nas costelas.

                A guerreira Velkyr sentiu suas energias se esvaindo enquanto o raio empurrava Razal com enorme violência até o pé da próxima colina, onde ele ficou fumegando quando Liko encerrou seu assalto.

Outros guerreiros se aproximavam para observar o combate. Liko estava com pouquíssima energia no momento, mas a batalha ainda não se encerrara. Ela correu até onde jazia seu inimigo e preparou-se para o golpe de misericórdia.

Razal tentou levantar, mas suas patas cederam. Uma mancha negra jazia na lateral de seu corpo no local atingido pelo raio mortífero de Liko. Suas asas também falharam, pendendo molemente no dorso e na lombar. Ele rugia com dificuldade e os dentes afiados continuavam à mostra, embora seus olhos estivessem prestes a se fechar.

– Maldita! – Urrou Razal, atacando com um novo raio vermelho de sua boca, mas Liko rebateu-o facilmente com um movimento de seu cajado. Os dois se encararam, exaustos, mas dispostos a ir até o fim. – Há muito tempo eu domino as Vale do Leste, mas nunca vi um guerreiro chegar tão perto de me derrotar como você, Velkyr.

– Você já foi derrotado, Razal. Entregue sua essência!

RAAAARL! – Respondeu a besta, depois cuspiu muito sangue. – Essa área é sua, mas em breve aparecerá alguém para toma-la, assim como você a está tomando de mim agora. – Razal fechou os olhos e seu corpo começou a inchar, e foi crescendo cada vez mais, até que rapidamente seus membros, sua cabeça, calda e asas ficaram ridiculamente desproporcionais.

Os sentidos de Liko ficaram em alerta, e ela girou o cajado no ar à sua frente – a pedra de Kirisaly deixou um rastro de luz que se solidificou, formando um escudo. Os guerreiros correram para trás das árvores e rochas mais próximas, alarmados pela atitude da lutadora que agora admiravam e respeitavam.

Razal então explodiu, gerando uma onda de impacto esférica que se expandiu ao seu redor, varrendo do ambiente rochas, criaturas pequenas e até mesmo as folhas das árvores mais próximas. A luz projetada foi suprema – durante os poucos segundos que durou a explosão, não foi possível enxergar nada. O som produzido foi um zumbido grave, enlouquecedor. Liko sentiu mais uma parte de sua vitalidade indo embora e tomou a última poção. Pediu às divindades de Shenwe que seu escudo resistisse mais um pouco; sem ele já estaria destruída!

Enfim, no cenário de devastação deixado por Razal, brilhava agora um grande orbe vermelho a quase um metro do chão. Liko correu rapidamente até ele, pois sabia que se outro guerreiro estivesse por perto a essência de seu inimigo poderia ser facilmente roubada. Suas forças já estavam no fim quando a luz de Kirisaly em seu cajado se apagou.

Aliviada por não ver ninguém por perto, a Velkyr estendeu os braços e absorveu o orbe. Nesse momento seu corpo foi tomado por uma luz intensa e sua armadura se modificou. Ela sentiu o poder circular por todo seu ser e chegar até o cajado místico, onde revolveu intensamente, transformando-o também.

Parabéns, Liko! Você passou de Velkyr a Deidade Média. Confira seus novos poderes e não deixe de equipá-los. Derrotando Razal do Vale do Leste você obteve: 21 garras de Misryl, 2 mandíbulas de Misryl e 3.000 Guildes. Sua energia e sua vitalidade foram completamente restauradas.

Yaaaarruuuuuuul! É isso aí! A Guerreira de Shenwe sai gloriosamente vitoriosa em mais uma batalha ééééépicaaaa...

Liko! Ordem! Se você ficar fazendo barulho desse jeito eu vou mandar você para a limpeza das pragas das raízes lodosas, está ouvindo? – Reclamou uma voz feminina e antiga de outro cômodo, aparentemente bem distante.

– Desculpa, mãe! – Pediu Liko, ainda com a voz vibrante de felicidade. Desde que adquiriu o simulador, suas tardes ganharam um novo sentido. Sua vida ganhou um novo sentido e nem ela mesma sabia em que nível.

Liko morava na floresta das Árvores Gigantes de Shenwe, no planeta AefiS. Era um lugar pacífico, onde os habitantes – na grande maioria do sexo feminino – habitavam as copas de enormes árvores. Sua mãe, a matriarca Dalima Or, era a líder desse povo milenar de hábitos bucólicos. O jogo Guerras Fantásticas fora presente por seu aniversário e ela nunca se sentira tão feliz.

Quando repôs o capacete do simulador, Liko viu um ser alado surgir no céu, planando, que depois desceu até ela e sacou um pergaminho que trazia numa bolsa rústica em suas costas.

– Mensagem do Administrador – disse o mensageiro alado –, deseja ouvi-la?

– Sim, claro! – Respondeu Liko, muito melhor agora com sua vitalidade e energia restauradas.

O mensageiro pousou os olhos no pergaminho, desenrolou-o, pigarreou e abriu o bico dourado para ler:

“Muito bem, guerreira! Estamos orgulhosos de ver alguém tão novo em Guerras Fantásticas chegando tão longe. Esta é uma saudação pessoal por seu desempenho admirável. Agora você é uma entre os três mestres de área de G. F., então estaremos dando um jantar em BerThorna para celebrar sua conquista para o qual somente você e os outros mestres estão convidados. Podemos utilizar sua localização para enviar a condução? Responda até o anoitecer no jogo por este mensageiro – eles não podem voar à noite!

Esperamos conhece-la em breve,
Equipe Guerras Fantásticas.”

             – Oh, não! – Disse Liko a si mesma, removendo o capacete do simulador e deixando-se cair em sua cama, de boca e olhos bem abertos. – Minha mãe nunca vai me deixar ir para tão longe!

                BerThorna era o centro comercial e político de AefiS. Assim como Shenwe, era uma das oito grandes regiões do planeta – a mais civilizada e tecnologicamente desenvolvida – e seu líder, Asfer, era o mais problemático de todos, envolvido em um grande número de casos muito complexos e explicados de maneiras muito duvidosas. A mãe de Liko, Dalima Or, era a matriarca líder de Shenwe, e tinha uma opinião muito negativa sobre o colega político. Liko já ouvira todo tipo de história a respeito, mas a vontade de ir conhecer a equipe desenvolvedora de Guerras Fantásticas e saber o que a história do jogo tinha a ver com sua vida geraram uma curiosidade que estava prestes a consumi-la!


                – Não importa, estou ficando sem tempo. Eu tenho que dar um jeito! – Concluiu. – Mãããe!

Continua...

sábado, 2 de novembro de 2013

Atualizado: O Príncipe do Apocalipse

Recentemente adicionei os capítulos 5 e 6 do Príncipe do Apocalipse, que já estava devendo há um tempo. Sei que pouquíssima gente se interessa pela história, mas enquanto eu tiver pelo menos 1 leitor, estarei dando o melhor de mim nas minhas histórias.

Para ler essa história, clique no banner ao lado ou aqui mesmo!
Obs.: palavrões, violência, sexo e drogas [+18]